quinta-feira, 21 de julho de 2011

Módulo 7 – Aula 01 – 18/06/11

            Nossa 1a aula do Modulo 7 foi no Colégio E. Xavier da Silva, para usarmos o laboratório de informática, vimos 3 vídeos, o primeiro sobre a história do computador, que mostrou e evolução do computador , começando com a primeira geração de 1946 à 1957, a segunda geração de 1957 à 1964, a terceira geração de 1964 à 1984, chegando à quarta geração com o 1º microcomputador em 1985. O segundo vídeo mostrou a 1ª reportagem na televisão do Brasil, sobre vírus de computador, em 05/03/1990, contando que o dia marcado para invadir todos os computadores era 06/03/1990, e como defesa, não se podia usar o computador nesse dia, o nome do vírus era Michel Ângelo, por ser no dia do aniversário do pintor italiano o ataque, mostrou também a 1ª reportagem sobre correio eletrônico em 1990, os interessados em usar esse recurso, tinham que se cadastrar por telefone, e o serviço não tinha custo. O terceiro vídeo mostrava um computador por dentro, com recursos de animação de vídeo, feito na Espanha, divulgado em pela Fundação Universidade Tocantins.
            Depois fizemos duas tarefas, fazer um glossário, e o desenho sobre uma frase e mandar para o Helton por e-mail.
            Na segunda parte da aula o Helton explicou como deverá ser as PPSs do módulo 7, e depois dividiu a turma em duplas para pesquisar no site dia a dia educação, eu e a Viviane formamos a dupla 05, nossa pesquisa é sobre o Ambiente Alunos. Deveremos também fazer um texto sobre nossa trajetória no uso de computadores, uma imagem que expresse a frase que foi sorteada para cada aluno, a minha foi “Quem manda o que quer, recebe o que não quer”, e publicar em nossos blogs.

Minha história com computadores

            Em de 1997, tive meu primeiro contato com computador, meu filho fez 15 anos, e compramos para ele um computador Windows 95, com 32 mb de memória, e acesso a internet através do navegador Internet Explorer era discado, que felicidade quando se escutava o barulhinho de conexão.
Usávamos com medo de cometer algum engano e estragar, isso até quando fui trabalhar como secretária em uma escola de computação, o curso de informática, era uma febre na época, e conversando com um dos instrutores, ele disse que não havia nada que se fizesse teclando que não tivesse conserto, e que era para mexer sem medo para aprender, já que o sistema sempre pergunta se é isso mesmo que queremos fazer, foi assim que eu e meus filhos aprendemos a usar o computador, eles mexendo no que tínhamos em casa, sem curso nem nada, e eu usando o do meu trabalho também, quando tinha dúvidas era só perguntar a um dos instrutores, só “fuçando em tudo”, como dizia o Henrique instrutor da escola que eu trabalhava que acabou se tornando um amigo da família, que depois quando saí da escola, infelizmente perdi contato, que saudades lembrar esse amigo tão divertido.
Esse computador foi bastante utilizado até a compra do próximo em 2000, também no aniversário de 15 anos da minha filha, que preferiu ganhar um computador mais atual com uma impressora, para fazer os trabalhos escolares, ao invés de ganhar a festa de 15 anos que é comum todas às meninas quererem, ela dizia que a festa seria menos útil que o computador, então compramos um Windows 98 segunda edição, com 128 de memória, o que era muito para a época, e Internet Explore 5.0, e uma impressora HP jato de tinta.
Depois disso tive acesso aos computadores do colégio que trabalho, em 2001, quando comecei a trabalhar, no colégio tinham 2 laboratórios sucateados pelo mau uso dos alunos e professores, como eram poucas pessoas que sabiam mexer com computador, esses laboratórios estavam meio abandonados, como eu trabalhava na biblioteca, e tinha bastante tempo livre, sugeri à diretora da época que ela me autorizasse a levar as turmas da tarde do Ensino Fundamental, ao laboratório para que eles tivessem acesso aos computadores, com minha supervisão, ela disse que sim, e eu comecei a correr atrás dos colegas da secretaria que sabiam mexer e pedi para eles me ajudarem a concertar e configurar os computadores, eles iam fazendo a configuração e me ensinando a fazer nas outras máquinas, então com a ajuda do Cleiton e do Marcos, botamos um dos laboratórios para funcionar.
Fiz uma escala com as turmas de 5ª, 6ª e 7ª séries, para levá-los ao laboratório, era a parte mais gratificante do meu dia, ver a admiração e interesse dos alunos ao usar os computadores, pena que só durou 6 meses esse programa, porque mudou a direção da escola, fui transferida para a secretaria, e não pude mais cuidar do laboratório.
Na secretaria, somente os colegas citados anteriormente podiam mexer nos computadores, porque, “eles sabiam mexer”, como dizia a secretária da época, foi através de insistência minha e deles e da mudança da direção é que os funcionários da secretaria passaram a ter acesso aos computadores, para fazer históricos, outros documentos que até então eram feitos em máquinas de escrever.
Em 2007, tive que trocar o computador de casa, porque não estava conseguindo cumprir minhas tarefas da faculdade no antigo, e como tinha que usar a internet quase que diariamente, a demora me irritava, então comprei o que uso até hoje, e contratei um serviço de banda larga, para melhorar o acesso a internet.
Tive acesso ao Sistema Linux no colégio, com a implantação do Paraná Digital, acho bastante diferença entre ele e o Sistema Windows, prefiro o último.
Coincidentemente esse eu mês participei de um curso de inclusão digital ofertado pela Secretaria de Educação, no qual pude aprender várias formas de uso do Linux que eu não conhecia, foi bastante útil o curso.
Hoje mesmo sendo antiga, a configuração ainda me serve, porque comprei de acordo com o que eu necessito, e o acesso a internet, que começou com 32 kb hoje é de 1 mega, que não é das mais rápidas existentes, mas consigo acessar os sites que quero, e não tenho que esperar tanto quanto antes, só quem acompanhou a evolução do computador, pode mensurar as dificuldades anteriores e a espera que se era obrigado a enfrentar.
Fico assustada em pensar como será esse meio de informática, daqui a mais 14 anos, que é o tempo que eu tenho contato?
Quem viver verá!

               FRASE X IMAGEM





domingo, 19 de junho de 2011

Módulo 6 – Aula 04 – 04/06/11

               A aula foi em conjunto com outra turma. Ficamos em uma sala assistindo a um filme, enquanto os tutures: Helton e Amélia ficaram em outra sala, recebendo as atividades e PPSs que deveriam ser entregues antes que refizéssemos a rematrícula. O filme: “Entre os muros da escola”, mostrava uma escola francesa onde, que começava as aulas anuais, com a limpeza e consertos efetuados na escola, pelos funcionários de serviços gerais, depois mostra uma reunião na sala dos professores, todos que atuaram nesse ano letivo, estão se apresentando, depois passa para a sala de aula, onde os alunos são recebidos pelo professor de francês, que é o responsável por esta turma, durante a apresentação dos alunos percebesse que o que predomina na classe é a falta de disciplina, os alunos apesar de terem receio da punição, desafiam o professor constantemente, com palavras e atitudes. Fazem uma reunião do Conselho Disciplinar para decidir uma forma de punir o mau comportamento, porém o assunto que predomina a discussão é a compra de uma máquina de café nova, já que o preço atual está muito alto. O professor responsável por essa turma tenta conversar com os pais de alguns alunos para ver se consegue a participação deles nas aulas, mas não encontra apoio dos pais. Através de uma tarefa que é o autorretrato dos alunos, ele consegue conhecê-los melhor. Na reunião do Conselho de Classe, que também conta com a participação de 2 alunas que representam a turma como delegadas, o professor se descontrola com as mesmas, por causa do comportamento inadequado das meninas, estas, para se vingar do professor, dizem aos alunos que o professor é que as ofendeu e que estava falando mau dos outros alunos também, isso gera um desentendimento geral na classe, que por fim encerra o ano como se nada tivesse acontecido, com um jogo de futebol entre professores e alunos. Achei o filme meio chato, com uma cultura que apesar de diferente da nossa, enfrenta o mesmo tipo de problemas que temos. 

Módulo 6 – Aula 03 – 28/05/11

O tema dessa aula foi a Gestão da Escola Pública, vimos um vídeo de apresentação do módulo 6, que aborda a gestão da educação escolar, nas 5 unidades que o compõe, buscam refletir sobre a administração da escola, analisa por meio da compreensão da estrutura escolar no Brasil e dos contornos legais de seu funcionamento, apontando concepções e implicações legais e operacionais, com ênfase no PPP e no trabalho coletivo na escola, discute os mecanismos de participação da comunidade escolar e a construção progressiva de sua autonomia, também abre discussão sobre a gestão democrática e os trabalhadores da educação, destacando a ação pedagógica que se realiza na escolar, ressaltando a necessidade da participação efetiva dos trabalhadores da educação no processo de construção da gestão democrática na escola e na garantia da educação que todos tem direito.
            Num outro vídeo, verificamos que a LDB, aborda a Gestão democrática, onde a comunidade escolar deve se reunir para estuda-la. A Lei 94/96, liberou a elaboração do calendário escolar de acordo com as regiões a critério das necessidades da região. Também mostrou que através da avaliação diagnóstica contínua da escola o Estado tenta regular a qualidade da educação. Resumindo, o debate sempre leva ao consenso, deve haver equilíbrio e não conformismo na gestão democrática.
            Depois, nos dividimos em grupos para ler e discutir o texto: Gestão democrática X Educação de qualidade, eu e o Maiko, formamos dupla, então escolhemos um tópico, que deveríamos sintetizar e apresentar a turma.
Depois do intervalo, ainda em grupo, lemos outro texto e cada grupo apresentaria uma ação para 1 dos indicadores abaixo:
“Desafios da organização e gestão escolar”.
Parte 2 – Organização e gestão a serviço a serviço do Projeto Politico Pedagógico da escola.
Indicadores:
2.1 – Diretrizes e Normas.
2.2 – Organização e uso pedagógico do espaço escolar.
2.3 – Características de uma gestão democrática.
2.4 – Sistema Escola, autonomia e educação.
2.5 – Participação da família e comunidade.
2.6 – Registro da memória e documentação escolar.
O indicador que tivemos que trabalhar foi o 2.2 - Organização e uso pedagógico do espaço escolar, escolhemos a afirmação: - outros espaços educativos devem ser conquistados, como: Laboratório de Informática, Laboratório de ciências, sala para atendimento individual, quadra ou ginásio desportivo, nossa observação foi feita por escrito e entregue para o Helton. 

terça-feira, 14 de junho de 2011

Módulo 6 – Aula 02 – 21/05/11

            No início da aula apresentamos nosso trabalho, depois a Marcinéia, estagiária do Helton, nos deu aula, sorteou duplas, a minha colega foi a Maria Izabel, tivemos que falar sobre nosso colega de dupla, a Izabel, ela é casada tem 2 filhos e trabalha no Colégio Fanaya, é Agente de Execução II, é formada em Pedagogia, mora no Portão, sua casa fica a dois km do colégio que trabalha na Vila Izabel, ela vai a pé , ela trabalhou como PSS nesse mesmo local, de 2006 até 2010, a partir daí, assumiu como concursada, porém quer ir para outro colégio, que seja mais próximo de sua casa.
            O tema da aula foi Gestão Escolar, discutimos  e trocamos idéias e deveríamos escrever uma síntese sobre o texto que foi trabalhado e publicar no blog ou entregar impresso, sobre as  3 formas de gestão:

            Gestão Democrática – que busca o bem comum, a igualdade e participação de todos, inclusive a da comunidade. Em resumo, o bom diretor deve ser um administrador, procurar manter a escola inserida nas normas do sistema educacional, seguir portarias e instruções. Também deve valorizar sua equipe, para poder proporcionar uma melhor qualidade do ensino. A gestão democrática da educação deve organizar ações que proporcionem a participação da comunidade escolar, tanto na formulação do PPP do colégio como na tomada de decisões quanto ao uso dos recursos e da necessidade da execução das deliberações coletivas.

            Gestão Tecnocientífica – sua função é direcionada, o é poder centralizado, com ênfase na administração, a comunicação é linear, seu foco está nas tarefas. Essa forma de gestão propõe que somente pessoas capacitadas técnica e cientificamente na área podem executar sua gestão, o que não é de todo ruim, para isso os professores que geralmente são os diretores dos colégios, teriam que ter conhecimento de Administração para poder gerir, já que a parte pedagógica eles já tem.

            Gestão Autogestionária – a coletividade é que toma as decisões, a comunidade escolar é que administra em regime democrático e em igualdade de condições. Porém a falta de cultura em relação a essa forma de gestão torna inviável sua implantação, já que é fundamentada em princípios socialistas, e terá que conviver com princípios capitalistas, de nossa forma de sociedade. Para tornar uma sociedade autogestionária, teria que começar sua construção pela educação, sua aprendizagem deveria ser não-autoritária, que impediria a internalização da submissão e erradicaria a submissão. Hoje o que se encontra com freqüência, são pessoas que não querem participar desse tipo de gestão, justificam não querer agregar mais responsabilidade, quando na verdade está inserido em nosso subconsciente esse repudio, através da forma de educação recebida por nossa sociedade.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Módulo 6 – Aula 01 – 14/05/11

            Nesse encontro antes de iniciarmos as apresentações dos trabalhos que havia sido proposto sobre os socialistas, a Coordenadora do nosso curso a Joyce entrou na sala para falar sobre as rematrículas e as atividades que estavam atrasados, quem não pusesse tudo em dia não poderia fazer a rematrícula para o bloco 2, que iria iniciar no próximo mês.
            As apresentações começaram pela Revolução Industrial, do grupo da Karina, Tiago e Viviane, foi gravado um vídeo na Aldeia que havíamos visitado na aula anterior, com os tres falando sobre o assunto. O grupo seguinte falou sobre a Revolução Francesa, os integrantes do grupo eram a Andréia, o Diego e a Agatha, que não veio porque teve neném e está de licença, fizeram uma apresentação como se estivessem apresentando um jornal televisivo sobre o assunto. Os próximos eram Fernando, Claudete, falaram sobre Durkleim e fizeram uma apresentação em forma de narrativa usando fatos sociais, slaides e dublagem de um ursinho de pelúcia falando sobre o tema. A Ana Cristina, Eliane e a Izabel tinham como tema Marx, e filmaram a narraram alguns textos sobre ele. O meu grupo, era formado por mim a Carla e a Letícia, falaríamos sobre o Jonh Dewey, mas tivemos problema com o som da apresentação que estava salva no pen-drive, ficamos de apresentar na próxima aula. O outro grupo falou sobre Anísio Teixeira, era o grupo do Altamir, Ana Priscila e a Mayara, que falava sobre educação, apresentaram um vídeo sobre educação e uma sátira em desenho animado sobre os professores. No grupo do Maico, Edson e Angelita, era para falar sobre Althusser, fizeram um slaide e uma entrevista com um professor do C. E.  Nª Sª Aparecida, onde o Maico trabalha, gravaram uma discussão dos integrantes sobre o tema e uma entrevista com uma colega de classe a Viviane. A última apresentação foi sobre Gramsci, o grupo era formado pelos alunos: Widrson e Marta eles apresentaram um jornal contando a história do sociólogo. Faltou um grupo se apresentar, que falaria sobre Theodore Shultz, é formado pelos alunos: Eduardo, Marina e Thiago, eles não vieram, vão se apresentar em outra aula.

            Nos foi proposta a tarefa de responder no Memorial:
1)     Como foi realizar este trabalho?
R: Foi bastante interessante, eu fiz um resumo sobre o que tema, a Letícia fez a dublagem da entrevistada por uma jornalista,a Carla acabou fazendo a maior parte do trabalho porque ela tem mais facilidade em mexer com os programas usados, mesmo sem ter experiência ela conseguiu fazer a dublagem dos apresentadores do Jornal Nacional e das entrevistas com repórteres, apesar de tudo acho que ficou muito boa e interessante nossa apresentação.

2)     Quais dificuldades, sentimentos, conhecimento e conquistas encontraram?
R: As dificuldades foram em virtude de não conhecermos as mídias que usamos, a Carla é foi a salvação do trabalho, por isso ficou diferente, senão acho que teríamos feito uma narrativa e nada mais, porque eu não gosto de me apresentar em vídeo, fico bloqueada quando tem uma câmera ligada, gosto mesmo de escrever e de falar ao vivo sem me preocupar com a minha imagem, acho que a maior conquista ficou por parte da Carla que fez a parte de apresentação e produção do vídeo.

3)     Ao usarmos o vídeo como forma de apresentação, vimos que para a maioria dos alunos o fato de se fazer filmar, nos torna tímidos, mas quase todos falaram e foram muito bem em sua apresentação, o uso dessa tecnologia é novidade para todos nós, e termos nos envolvido com essa tecnologia nessa tarefa, nos fez ver que temos capacidade criativa e que no Reflexão sobre o uso do vídeo sem a interação na educação, usado nas apresentações.
futuro poderemos nos sair ainda melhor.

Depois disso fomos orientados sobre as PPSs do Módulo 6 pelo Helton.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Módulo 5 – Aula 04 – 07/05/11

Nesse dia fomos à aldeia urbana Kakané Porã, localizada na Rua Del. Bruno de Almeida, 5400, no bairro Campo do Santana, periferia de Curitiba, nos encontrou no terminal do Pinheirinho, e fomos de ônibus de linha até lá.  Essa aldeia é a primeira aldeia urbana da cidade, onde índios das etnias guarani, kaigang e xetá, receberam 44 mil metros quadrados de terra para que 35 famílias originárias do Paraná e Santa Catarina fossem abrigadas. Foi inaugurada em 09/12/2008, De acordo com um termo de comodato entre a Prefeitura de Curitiba e a Fundação Nacional do Índio (Funai), as famílias não podem ceder, vender, nem alterar o uso residencial dos imóveis. O grupo deveria ter incentivo para manter hortas e pomar e acesso aos programas oferecidos pela Funai e pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Porém na realidade fomos informados que os índios não estão tendo acesso a toda a área destinada à tribo, apenas utilizam a parte destinada as casas, a parte onde poderiam plantar e fazer criação de animais domésticos para que servisse para seu sustento, fomos informados que ainda é de propriedade da COHAB, e eles não podem acessar como havia sido informado e divulgado pela imprensa na época da ocupação. No pequeno espaço onde eles estão já tentaram criar galinhas para ajudar no sustento das famílias, mas tiveram que se desfazer da criação, porque eram constantemente roubadas pelos moradores da região. As casas são dispostas ao redor da praça central, chamada por eles de oquinha, nesse espaço eles praticam atividades próprias da cultura das etnias que ali se encontram, como rituais de agradecimento e pedidos de cura, a religião para eles está sincretizada com a nossa, acreditam em um Deus criador de tudo e em seu filho Jesus Cristo, que é o elo com Deus. Também nesse local, fazem apresentação de dança e venda de artesanato aos visitantes, esse mesmo artesanato é vendido na Feirinha do Largo da Ordem aos domingos, e é através desse comércio que as mulheres ajudam com o sustento das casas, já os homens tem que trabalhar em empregos fora da aldeia para pagar suas contas, o cicerone da tribo o índio Alcino, me disse que as despesas de cada casa, são custeadas pelo chefe da família. Ouvimos o discurso do Cacique da tribo sobre as dificuldades enfrentadas por eles e outros índios do nosso estado. Compramos o artesanato exposto pelas índias e pudemos verificar que a vida deles na aldeia urbana é igual a da maioria das pessoas que vivem na periferia, suas casas têm as mesmas coisas que as outras do bairro, têm geladeira, televisão, computador, celular, água encanada, banheiro, mobília, e usam roupas como nós. Não poderia ser diferente, já que eles têm acesso a tudo isso, seria ridículo que não pudessem usar o conforto a que nós estamos acostumados, apesar de que eles ainda querem manter a cultura em que foram criados. Então saímos da tribo para vir embora, eu com uma visão completamente diferente da que tinha no dia anterior, vi que programa de índio hoje em dia é jogar bola e assistir televisão, assim como nós.



Dia do Trabalho no Brasil

Até o início da Era Vargas (1930-1945) certos tipos de agremiação dos trabalhadores fabris eram bastante comuns, embora não constituísse um grupo político muito forte, dado a pouca industrialização do país. Esta movimentação operária tinha se caracterizado em um primeiro momento por possuir influências do anarquismo e mais tarde do comunismo, mas com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, ela foi gradativamente dissolvida e os trabalhadores urbanos passaram a ser influenciados pelo que ficou conhecido como trabalhismo.
Até então, o Dia do Trabalhador era considerado por aqueles movimentos anteriores (anarquistas e comunistas) como um momento de protesto e crítica às estruturas sócio-econômicas do país. A propaganda trabalhista de Vargas, sutilmente, transforma um dia destinado a celebrar o trabalhador no Dia do Trabalhador. Tal mudança, aparentemente superficial, alterou profundamente as atividades realizadas pelos trabalhadores a cada ano, neste dia. Até então marcado por piquetes e passeatas, o Dia do Trabalhador passou a ser comemorado com festas populares, desfiles e celebrações similares. Atualmente, esta característica foi assimilada até mesmo pelo movimento sindical: tradicionalmente a Força Sindical (uma organização que congrega sindicatos de diversas áreas, ligada a partidos como o PDT) realiza grandes shows com nomes da música popular e sorteios de casa própria. Na maioria dos países industrializados, o 1º de maio é o Dia do Trabalho. Comemorada desde o final do século XIX, a data é uma homenagem aos oito líderes trabalhistas norte-americanos que morreram enforcados em Chicago (EUA), em 1886. Eles foram presos e julgados sumariamente por dirigirem manifestações que tiveram início justamente no dia 1º de maio daquele ano. No Brasil, a data é comemorada desde 1895 e virou feriado nacional em setembro de 1925, por um decreto do presidente Artur Bernardes.
Aponta-se que o caráter massificador do Dia do Trabalhador, no Brasil, se expressa especialmente pelo costume que os governos têm de anunciar neste dia o aumento anual do salário mínimo. Outro ponto muito importante atribuído ao dia do trabalhador foi a criação da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, em 01 de maio de 1943.